O Rei Saul , tupiniquim.
E mais uma vez a história se repete. Afinal somos os mesmos seres humanos, nossa humanidade é um modus operante.
E nós precisávamos de um Rei, um grande líder libertador. Como se fosse possível recuperar grandes problemas estruturais de longa data, descarrega-los nas costas de uma líder.
E clamamos.
Foram varias manifestações do subconsciente coletivo em manifestações políticas sem aparente liderança.
E por iniciativa própria, sem qualquer real capacidade, o nosso Saul se atreveu a candidatar-se.
Sem qualquer estrutura, financeira e política. Sobre os oportunismos da ascensão das mídias sociais, a oportunidade passou e foi utilizada, a grande mídia foi pega despreparada.
O sistema midiático ainda não havia acordado para a força dos smart-fones e a liberdade que este pequeno dispositivo permite.
Neste lapso temporal das mídias, Deus trabalhou.
– VOCES NÃO PRECISAM DE UM REI, JÁ TEM A MIM, VOCES PRECISAM É DE JUIZES .! . MAS VOU ATENDE-LOS.
E usando das possibilidades, sem interferir no sistema operante, a eleição foi sendo realizada.
O inimigo, sempre atento, observando, percebeu a grande tendência e força , precisa agir. Houve uma intervenção na história, sobre o comando de um sistema , foi dado a ordem , a atentado aconteceu. A teoria da conspiração, foi tirada do armário. A facada foi deferida, e os passos sequencias da escalada se prosseguiram.
Aquilo que era improvável, impossível, aconteceu. O subconsciente coletivo encontrou-se com a realidade, TEMOS UM REI VIAVEL.
Elegemos nosso Saul.
Ele foi como prometido, uma belo homem, alto forte, destacado , que nunca tinha se imaginado na função. Chegou a duvidar no início. Em momento algum demostrou capacitação para o cargo.
Um homem familiar, não cosmopolita. Sempre acompanhado da esposa e muitos filhos. Carregava continuamente a influencia dos filhos. Arrastou a família toda para política, em sua companhia. Jogou o trono pelos filhos.
A família sempre foi maior que o reinado.
Muito popular, amado pelo povo , muito temido pelos opositores. Nunca entendido pela oposição que jamais aceitaria da presidência um homem tão rude e vulgar, com esta linhagem.
Um eminente fachista .
Mas como a historia, se repete. E nossa programação atávica, já estava carregada no modus operante da equipe. Tudo se repetiu.
Deus assistindo.
O povo como sempre, emotivo e apaixonado. A oposição afiando suas armas para o rei despreparado.
O campo de batalha, se apresenta no cotidiano. Porem a verdadeiro espaço da batalha é espiritual.
Ao Rei , não foi lhe dada a orientação da missão ao qual ele foi presenteado.
Como todos os homens convencionais, jamais conseguiu se posicionar na altura do cargo histórico.
O rei que a todo instante procurava a preservação familiar de seus filhotes malvados, descuidou da sentinela e entrou na malha do cotidiano do dia dia do homem comum.
E passou a descuidar da voz de Deus e da missão.
Por falta de coragem e envergadura, se confundiu. O inimigo, sabendo de seu ponto fraco , utilizou desta fraqueza muito bem.
A esposa, sim temente a Deus, com sentimento afiado e presente, sentiu a pegada da missão e quem o tinha nomeado.
O Rei , não conseguir se converter ao verdadeiro Cristo. Foi inconstante e inseguro.
Se apoio continuamente em sua popularidade, na proximidade com o povo . Enquanto a verdadeira missão e a quem deveria prestar contas era para Deus, que foi quem lhe confiou a missão. Sua função não era levar a Deus oque o povo deseja. Era justamente o contrario LEVAR O POVO A DEUS , e facilitar esta reaproximação.
E ele não entendeu.
Houveram muitas oportunidades, inúmeras, e Deus sempre esperando, preparando os momentos, as grandes multidões, os grandes movimentos. E sempre faltou alguma coisa no discurso. Sempre se apresentando como um enviado do povo . E nunca foi. Toda autoridade é imposta por Deus.
E o inimigo como sempre , trabalha no contra-ataque. Veio se formando se estruturando, aproveitando as falhas e rachaduras para entrar e se fixar.
Diante do Rei despreparado, o maior inimigo o fogo amigo. Devido a sua fraqueza, o exército com seus generais nunca aceitaram o Rei , foram elementos muito determinantes na derrubada do Rei.
O inimigo já vinha se estruturando na teia do poder a muito tempo. A teia do pecado conjunto, associado a poder e chantagem se perpetua. O governo anterior , já havia capacitado os mecanismo de poder com pessoas comprometidas , chaves em determinados cargos que agiriam sistematicamente na estrutura de sustentação do reinado.
E o Rei não estava preparado. Distanciava-se cada vez mais de seu superior , mesmo que ELE estivesse sempre , pela sua misericórdia protegendo e guiando a massa em seu favor.
A forma de desenvolver a batalha, não ficou muito clara e a fronteira, a fronte nunca ficou exposto, quer é o meu opositor, a quem vou enfrentar, onde ele está?
O Rei tem que saber que vai enfrentar na fronte.
E o Rei , ao primeiro sinal da derrota , no resultada da primeira fase da eleição , se desesperou. Ele acreditava, cegamente que venceria no primeiro turno . Afinal ele jamais tinha visto tamanha popularidade, Deus estava do seu lado. Eu sou Rei escolhido. Eu sou o escolhido, eu sei , eu estou aqui, eu não tinha a menor possibilidade , eu não sou capacitado. Eu realmente sei que foi Deus que colocou nesta missão. E ele vai novamente agir e me garantir.
Mas não é assim que a vida flui. Deus não joga dados, e não altera o livre arbítrio de todos. Respeita a ignorância de seus filhos , não tem pressa . Espera o amadurecimento de seus filhos.
Haja paciência.!
Diante da rachadura, da percepção que o Rei poderia ser derrotado e que Deus não se manifestaria.
Saul, se perdeu. No segundo confronto, no segundo turno nas eleições , se orientou erradamente , e decidiu lutar sozinho . O inimigo, não tem ética, não respeita regras, usa de todas as artimanhas para vencer, ele sabe fazer compromissos e corromper.
Os generais, na influencia percebida da fraqueza do rei , demandaram antes que o barco afundasse, como ratos que são. Ao Rei, restou a sua popularidade. Grandeza muito estranha e intangível, para não dizer volátil, que vai e vem ao sopro dos ventos das noticiais.
Ao Rei, faltou a ligação com Deus, sua esposa tentou muitas vezes.
E o medo da derrota, o derrotou.
E oque que ainda marcou o final do reinado, não aceitou a derrota, se ligou ainda mais na popularidade, e não soube orientar o seu povo. Jogando ainda mais na mente coletiva, que Deus agiria, como agiu para a sua eleição.
O Rei e o povo, clamaram pelo milagre da reversão da derrota.
Mas não á assim que a vida flui. Aos ganhadores, o poder e o despojo. Para poupar-lhes a vida, a servidão e os seus bens. As mulheres, o seu ventre, faremos filhos nos ventres das mulheres do inimigo , como castigo pela derrota.
Perdemos, neste momento só nos resta a sobrevivência, e a busca de uma nova oportunidade que nosso Pai nos concederá pela sua misericórdia.
Como homens históricos, aprisionados em nosso tempo , pelas circunstancias , não há tempo e mecanismo para reverter.
A nós o povo, apaixonados e ignorantes, voltamos naquele ponto.
NÃO PRECISAMOS DE REIS , OU LIDERES. JÁ TEMOS DEUS , QUE É NOSSO PAI E NOS AMA , E É MISERICORDIOSO COM NOSSAS FRAQUESAS E NOS GUARDA.
É OQUE NOS RESTA , QUE JÁ É MUITO.
Jose Orlando Witzler 04/05/2023_7:32