O motivo de eu escrever esse texto é uma indignação ou uma reação? Há um fato que chegou até mim. É, é justamente o fato. De um funcionário, um funcionário nosso que a gente contratou, se é tão ingênuo em relação à vida? E relatando tudo o que lhe ocorreu.
E aí me veio aquela aquela piada, né? Um conto, na verdade, em que a. Como é possível enganar uma pessoa aquela situação de que. É um. Um espanhol é precisa 2 português para ser. É enganar um espanhol, não é um. Um árabe basta? 2 árabes. Um turco. 11. Grego consegue. Enganar ele, agora um grego judeu, ninguém consegue enganar. O fato é que eu preciso relatar a questão de que a. A sociedade brasileira, quer dizer, o cidadão brasileiro, de certa forma ele. É, é uma sociedade despreparada, que que continua na fase pré adolescente, não é? Porque é, nós não, não temos malícia. Ou seja, a nossa malícia é uma malícia sexual. Não é uma malícia em relação à vida, ao entendimento da vida, não é? Portanto, que AA nós somos muito facilmente enganados, não é? E isso é constatado diariamente, constantemente. Nós não temos malícia em relação a mentiras. Nós não temos malícia em relação às ações do governo. Ou então aquela visão de precaução em relação a às pessoas ou em relação aos governos, né? Porque, afinal de contas, nós não somos um país tão jovem assim. Mas é por uma questão cultural, a gente carrega esse tipo de. De erro construtivo, não é?
E aquela visão de que o. O Brasil é um país selvagem, não é? Ou seja, tudo o que é que acontece é muito intenso, muito forte e muito carregado de uma forte natureza, né? De instintos muito Fortes. No entanto, a. A gente sabe que o mundo civilizado não é, quer dizer, a civilização. O processo civilizatório é um processo de domínio dos seus instintos. Há necessidade de uma pessoa educada, uma pessoa esclarecida, uma pessoa. É lapidada? É, ela domina os seus instintos, né? Quer dizer, o seu grau de educação, o seu grau de sofisticação, o seu grau de treinamento está no sentido de dominar os seus instintos. E o que nos diferencia se efetivamente? É dos animais, é essa característica de domínio dos nossos instintos. Portanto, que a. Mas a cultura, ou melhor, a interpretação ou a visão? Dessa nossa sociedade. É é uma visão de 1/01/1 de uma civilização selvagem, porém muito recente. Que ela não tem história, ela não tem currículo, ela não tem. É visão de vida é percorrida. E também é 11 sociedade sem memória, sem históricas, sem sem histórias, sem sem sem o cultivo. A das histórias é conta das nossas desgraças, das nossas tragédias, né? Então, nós não temos o hábito de de descrever ou de contar as nossas tragédias, não é para os nossos filhos, os nossos netos..
E fica aquela situação a que é muito Clara a para o siga-nos, não é que o cv, pelos hábitos que os ciganos têm de. Conversar muito para essa horas ao redor da fogueira, contando os avós dos pais, as mães, as tias, contando e recontando a as ocorrências do dia a dia aos seus filhos e repassando as histórias de vidas de seus dos antepassados, das dificuldades. Das pegadas, dos truques, não é? E dos perigos da vida, não é? Então, de certa forma, o cigano prepara o filho dele. É para a uma vida civilizada e com perigos de uma civilização complexa, né? Coisa que a nossa sociedade hoje nós não fazemos. E eu tenho impressão que um que que Oo. No Brasil não é, é. É um país que, pelo fato de não ter essa, essa essa visão de passagem de. De culturas de uma geração para outra, é gerar justamente uma sociedade que não atingiu e não atingiu um estado de maturidade. E é justamente isso que eu quero, que eu quero a relatar nesse texto, né? Que é essa justamente o que me choca, a interpretação, a visão é que eu consigo a perceber nesse momento de certas ocorrências infantis. Ocorrências é é muito prematura que que se consigam notar na sociedade. EE que geram toda essa a uma sociedade, é? Muito volátil, instável, sujeito a emoções, é sem memória. EE que isso torna uma sociedade de oportunidades uma sociedade de oportunistas, não é?
Veja que você é. Quando se depara, por exemplo, com uma? Uma pessoa grega, uma pessoa que mora na Grécia. É ou um judeu grego. A imagine o tanto de história, o tanto de experiência que ele tem é carregado na sua memória pelos infortúnios que aquela civilização passou. E diante dessa, desses históricos, dessa memória, se se Villas civilizacional. É, ele se torna uma pessoa mais dura, mais, talvez mais preparado para a vida, não é? E entendendo a accompli. Cidade das, do, das relações e a necessidade de entender todos os passos. Então perdi um povo com uma memória. De segurança muito maior que o nosso povo, né?
Portanto, há eu vejo que que se faz necessário. A que nós tenhamos e necessitamos de desenvolver experiências, diálogos mais profundos, contando as nossas histórias. E que as pessoas, os jovens, tenham. AO interesse e escutar essas histórias, não é? EE trans e participando com elas, né? Carregando em suas memórias a essas experiências e que podem ser útil. Mas no momento atual, a sociedade como está implantada? É, ela descarta a experiência dos mais velhos e transforma essa micro, micro experiência dos novos, né? Como um combustível é para avançar para a modernidade. E aí volta aquele tema clássico, não é? Que o futuro é ancestral, ou seja, para que a gente avance no futuro, se há necessidade de uma construção e solidificação de um passado ancestral que nos dê significado e de valor e de valorização a aos aos fatos e as ocorrências que. Nos nos somos apresentados no dia a dia, não é? Portanto, essa é a necessidade que eu vejo. É, é é que seja a razão aí de estar sempre procurando novos conhecimentos e novas experiências para que a gente possa se proteger nessa sociedade infantil que nós vivemos na sociedade brasileira contemporânea….
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