O espetáculo dos debates.
Contexto.
Qual a real finalidade e objetivo dos debates entre candidatos a eleição, nos tempos atuais, esta é a pergunta.
Diante do senário midiático dos veículos de comunicação, que são empresas, que necessitam lucrar. O grande negocio é prender o cliente, com o máximo de sua atenção naqueles momentos, que oferecem sua capacidade de compra e se permitem ser influenciados pelos comerciais.
O interesse real é a manipulação do nosso desejo e intenção de compra.
São milhões de olhos e ouvidos esperando a mensagem.
O pano de fundo.
Ao final é uma rinha de briga de galo , em que foram preparados os animais para o combate. No papel de animador de auditório os jornalistas, independentes, que passam dias preparando perguntas , longas e preparadas , que não será respondidas.
Nós o publico nos preparamos para mais um jogo, o campeonato deste ano os dois adversários, os seguintes pre vencedores.
Os fluxos.
As perguntas. O jornalista, sabendo que sua pergunta é impossível de ser respondida, prepara assim mesmo, faz uma narrativa longa e ao final já apresenta a sua opinião sobre a tal pergunta e solta, a mensagem parta o entrevistado. Na maioria das perguntas, uma vez endereçadas ao entrevistado, já vem armado para o corte da bola que já foi levantada pelo repórter que vai ser cortada pelo entrevistado, seguindo ao outro lado para corte e colheita da real mensagem desejada.
E assim se sucede varias perguntas, de ambos os lados. Os repórteres entrevistadores, normalmente se preparam para a foto histórica do final do debate, para posar para a história.
O entrevistado, passa ser um interrogado, que precisa ser muito treinado e astuto para, realmente, não responder. Todos sabem que ele não vai responder. Pois a pergunta não tem necessidade de resposta, ou todos já sabem a resposta. Oque esta em jogo é o ego do perguntado.
A população assiste.
E fica esperando, aquele grande momento em que de algum lado vai haver ao erro ou equivoco ou fato novo não previsto e algo se revelará.
Finalizado o ping pong , partimos para o embate direto entre os candidatos.
Neste momento a dissimulação fica mais difícil de ser sustentada.
Em alguns momento poderá haver um embate real, com perguntas profundas em que a fuga da resposta fique mais perceptível.
E ao final , por uma sorte do destino pode haver alguns momento de verdade em que nos seja revelado algo novo , que ainda não sabíamos.
Aos final os convertidos comemoram o resultado os desinteressados, não assistiram o espetáculo e os indecisos continuam como estão .Ninguém mudou de lado.
Quem ganha.?
A empresa que promoveu o espetáculo.
E o publico fica como a mercadoria.
A proposta.
Penso que deveria ser feito um ranquim de conclusão de perguntas e respostas, De modo que o perguntante, opinava ao final da resposta se considerava que a pergunta foi atendida. E este geraria uma pontuação, que ao final, independente da opinião manifesta , se torna obrigatória a resposta.
Ao final o vencedor seria aquele que realmente manifestou a sua opinião sobre as perguntas e convenceu a todos que a sua resposta foi verdadeira.
Falha do resultado atual.
Com este modelo atual , oque se apura é a capacidade de cada candidato de se sair das ciladas das perguntas , sem se comprometer e de modo que os participantes não percebam realmente oque ele pensa.
É o espetáculo individual de cada um, os jornalistas, os candidatos, os coadjuvantes e posteriormente a enxurrada de comentários de todos os lados, gastando horas de comentários.
O Volto do eleitor, continua bem obrigado. Nada mudou.
Mais um show, vamos aguardar o próxima rinha, conde vai ser.
E ao final quem vai decidir o pleito, pode ser uma bola parada, um gol de mão , ou mesmo um gol de contra-ataque.
O verdadeiro e real merecedor da vitória, na maioria das vezes não leva.
Viva o mundo do futebol.
Talvez seja o esporte mais injusto e imprevisível, pode até ser que o nosso subconsciente coletivo brasileiro, goste tanto deste jogo. Tudo é imprevisível. Tudo. Tudo é permitido, até o proibido, desde que não seja invalidado.
Não gosto de futebol, Depois de Tele Santana, em que perdemos a copa de 1981 ,se não me engano , a perda da copa na França e a humilhação no Brasil pelos Alemães . Não consigo mais me envolver com toda esta imprevisibilidade. Acredito mais na lei da semeadura, em que o que você plantar vai colher . E na meritocracia da vida.
E finalizando, este formato de debates é no formato de um jogo de futebol que não serve para nada além de ocupar nosso tempo e atrapalhar ainda mais na nossa percepção de lucidez.
È o que penso.
By_Jose Orlando Witzler _18_10_22 _22:30