O castigo do livre arbítrio.
Que desconforto, a vida chega a doer em certos momentos. Estamos sempre despreparados e a circunstâncias nos agridem.
Não fomos treinados ou preparados a tomar decisões. Possivelmente a vida seja este treinamento. Mas quando estaremos prontos. Quando.?
Somos condenados a viver a liberdade, a sermos livres.
Ao nascermos as únicas instruções:- Todos passarão pela morte e todos deverão tomar decisões.
A moeda da liberdade, tem nas costas os dizeres da responsabilidade.
É só isso.
E Deus nos assiste sempre, acompanhando as nossas tomadas de decisões, e presencia a intenção com que as tomamos.
E o mundo abre as portas para aqueles que decidem e sabem o que desejam e se lançam.
E onde está a dor , o arrependimento.
Justamente quando decidimos algo que não desejamos ou que sentimos que vai dar problema. Onde renunciamos a nossa tomada de decisão de nosso livre arbítrio e embarcamos em uma decisão acordada de conveniência. E a colheita da responsabilidade, no caso negativa, o prejuízo, não será distribuído aos participantes da decisão e sim ao agende impulsionador da decisão que é você, ou melhor eu.
Quando dá certo todos colaboraram, quando não da certo, a culpa nasce.
Pois bem mais quando ela nasce, qual a sua origem. Existe a consequência, porem a culpa tem um sujeito, é um verbo. Deve ser conjugado, como sabemos, “ por minha culpa , minha própria culpa.”
Depois dos 60 anos viramos um velho postergador, sim. Um belo e magnifico defeito e falha dos processos produtivos, sim. Mas depois de muitas culpas no colete, postergar e mentir é uma auto defesa. Como não conseguimos chegar a verdade plena, a fracionamos e trabalhamos com parte da verdade ou uma fração real e verdadeira dela. Que pode estar em postergar uma decisão.
Penso neste momento que a necessidade e compromisso de resolver, viver, a fila da vida nos pressiona a passar na roleta, a ato de postergar é malvisto. E apertamos muitas vezes o botão do foda-se. Ou fada-me, ou eu vou ver oque vai dar… e assumo a decisão.
Talvez precisemos mais de trabalhar estas ocorrências. A decisão pode ser minha, porem as circunstancias não são minhas , estas circunstancias foram arquitetadas e planejadas , me levaram ao erro. No momento de decisão eu não estava de posse total do manche para decidir o contrário. Mudar de direção na aeronave, neste momento, estamos em alta velocidade, há uma inercia , muito grande. Reverter será necessária uma operação de inversão das turbinas, será que aguentaríamos.
E este assunto vem lá do paraíso, como seria o mundo de Adão não aceitasse a fruta de Eva. Ele estava sentado na plenitude do seu livre arbítrio.?
Me aprofundando mais, será que ele sabia das reais consequências da decisão que estaria cometendo.? Permitir a entrada do pecado na humanidade toda.?
Jesus sim sabia da sua missão redentora, sabia que no contra fluxo de Adão , somente ele seria capaz de reverter a turbina. Ele era Deus e Homem, portanto entendeu a decisão que haveria de tomar e VIVEU , plenamente a sua vida , sobre “a prancha “ do livre arbítrio , surfou a onda até o fim.
Ai como eu desejo entender muito bem as decisões que tenho que tomar. Provavelmente eu as sei, sim, porém a minha insegurança me impede.
Quando é de Deus , os insights não tememos as consequências da obstrução. No entanto o nosso inimigo manipula as circunstancias , mente , simula. E não estamos prontos e treinados para interpretar as manipulações.
Por tanto estou cheio de culpas, e possivelmente não consiga suportar as consequências das minhas atitudes, a exemplo de Adão , vou ter que apelar , por gerei consequências maiores que a minha capacidade de restauração. E a culpa vira remorso.
Somente o amor, inteligente é possível para resolver este paradoxo.
Precisamos de linguagem de vocabulário e de entendimento para expressar ou esclarecer os fluxos que nos metemos.
Seria o profissional? O homem preparado para decidir naquele cenário de circunstâncias e pago para isso. Que profissional tenho sido.
Me vejo que muitas das decisões não foram minhas, embora eu tenha sido o sujeito da história. E ponderei sempre as circunstancias imediatas, de lucros e perdas.
Para nós cristãos , que acreditamos em julgamento após a morte e no processo de salvação de nossa alma , mediante as vivencias de nossas experiencias na vida real , com a jurisprudência de nossos julgamento e intenções de nossas tomadas de decisões em nossas mão empossadas coma as luvas do livre arbítrio. As esferas de responsabilidades podem ser estendidas até a vida eterna, aí a coisa se torna mais longa. E complexa de decisão. Possivelmente os que observam isso, estejam em uma clausura em um monastério. E as suas decisões estariam expostas a um grau de responsabilidade mais pessoal e próximo de si.
Oque não é o meu caso.
E me doe viver.
A vida doe, e muitas vezes é muito selvagem.
Talvez seja esta dor, que quando falamos de liberdade, tanto amamos como desprezamos. Pois não estamos preparados para sermos livres realmente. A servidão é uma procissão pacífica e calma, e somos confortados pelo grande número de participantes. De certa forma o instinto animal que habita em nós nos conforta ao pertencermos a uma manda. Evidentemente não é o que aprendemos com Jesus, que anunciava a salvação individual e solitária da alma, que a recuperação a restauração se dará de dentro para fora, individualmente e posteriormente na manada. A manada age com o estomago, e sabemos muito bem que a inteligência individual é insignificante dentro de um fluxo de manada. Não há inteligência na manada. Sempre caminhará aleatoriamente rumo ao desconhecido e as grandes tragédias.
A liberdade plena é solitária, não há compartilhamentos, é algo que vem de dentro de sua alma.
Quando Jesus, prega, que “ a verdade vos libertará, para que seja livre”, é o motos continuo da roda da vida.
Porém não nos sentimos seguros para sustentarmos nossas decisões na plenitude, em todas as esferas e vivemos a escravidão.
Necessitamos de pessoas que decidam nossas decisões. Eu somente cumpro ordens.! As consequências de meus atos, não cairão sobre mim, e sim em que as ordenou. Eu sou apenas um elemento.
Este distanciamento da culpa e do remorso, a tecnologia ajudou a resolver. Podemos programar um drone a enviar uma bomba a um hospital, e executar a missão de assassinar pessoas inocentes, sem pudor e remorso. A distância e a tela de imagem não são suficientes para me transferir a culpa. Nossa consciência é cauterização pela tecnológica e sistema remotos de operação.
Chegando na tecnologia atual e disponível, a operação a distância é o carrasco dos dias de hoje. Uma frase sem sujeito, um botão casual e anônimo pode destruir muitas coisas belas.
Talvez seja o nosso início e provável fim, não haverá mais sentido do amor verdadeiro. Pois somente conseguimos amar pessoas próximas que conhecemos. Nossa mente não consegue gerenciar e amar mais que 150 nomes e conhecidos. Uma legião de seguidores amigos, colegas a distância, não fazem sentido algum no universo do amor. Não são nada.
Talvez oque vem sendo pregado e criado algo mais palpável é o amor a natureza, a mãe terra, que se faz presente o tempo todo no ar que respiramos e no solo que pisamos. Substituir o homem pela natureza seja talvez uma complementação da necessidade de amar que carregamos.
Quem sabe, desta forma estendemos o círculo das responsabilidades e saibamos decidir.
E volta tudo de novo.
Oque eu faço com a vida selvagem que habita dentro de mim, programada para decidir e agir, em todo o instante. Eu ataco, me defendo, ou fujo. Sempre haverá uma obrigação de decidir.
Na conclusão, como posso ser penalizado, castigado por uma decisão , se não tenho capacidade para reconhecer a dimensão da abrangência . As implicações atuais e futuras das minhas decisões , me carregam com a culpa do mundo, pois tudo esta interligado e uma formiga sacrificada pelos meus pés pode fazer falta no futuro.!!
No entanto ficar parado inerte , não é viver , a vida selvagem pode te devorar na esquina.
Eu decido postergar para mais uma página, a tomada de decisão.
Concluo.
Amanhã eu escrevo mais algumas páginas, e não decido nada.
E carrego esta inquietude por mais um dia.
JOW_ 20/01/2024. 10:00hs