quarta-feira, 19 agosto 26

Top 5 semana

Posts Relacionados

O castigo do livre arbítrio

O castigo do livre arbítrio.

Que desconforto, a vida chega a doer em certos momentos.  Estamos sempre despreparados e a circunstâncias nos agridem.

Não fomos treinados ou preparados a tomar decisões.  Possivelmente a vida seja este treinamento.  Mas quando estaremos prontos. Quando.?

Somos condenados a viver a liberdade, a sermos livres.

Ao nascermos as únicas instruções:-   Todos passarão pela morte e todos deverão tomar decisões.  

A moeda da liberdade, tem nas costas os dizeres da responsabilidade.

É só isso.

E Deus nos assiste sempre, acompanhando as nossas tomadas de decisões, e presencia a intenção com que as tomamos.

E o mundo abre as portas para aqueles que decidem e sabem o que desejam e se lançam.

E onde está a dor , o arrependimento.

Justamente quando decidimos algo que não desejamos ou que sentimos que vai dar problema. Onde renunciamos a nossa tomada de decisão de nosso livre arbítrio e embarcamos em uma decisão acordada de conveniência.   E a colheita da responsabilidade, no caso negativa, o prejuízo, não será distribuído aos participantes da decisão e sim ao agende impulsionador da decisão que é você, ou melhor eu.

Quando dá certo todos colaboraram, quando não da certo, a culpa nasce.

Pois bem mais quando ela nasce, qual a sua origem. Existe a consequência, porem a culpa  tem um sujeito, é um verbo.  Deve ser conjugado, como sabemos, “ por minha culpa , minha própria culpa.”

Depois dos 60 anos viramos um velho postergador, sim. Um belo e magnifico defeito e falha dos processos produtivos, sim.   Mas depois de muitas culpas no colete, postergar e mentir é uma auto defesa. Como não conseguimos chegar a verdade plena, a fracionamos e trabalhamos com parte da verdade ou uma fração real e verdadeira dela.  Que pode estar em postergar uma decisão.

Penso neste momento que a necessidade e compromisso de resolver, viver, a fila da vida nos pressiona a passar na roleta, a ato de postergar é malvisto.  E apertamos muitas vezes o botão do foda-se.  Ou fada-me, ou eu vou ver oque vai dar… e assumo a decisão.

Talvez precisemos mais de trabalhar estas ocorrências.  A decisão pode ser minha, porem as circunstancias não são minhas , estas circunstancias foram arquitetadas e planejadas , me levaram ao erro. No momento de decisão eu não estava de posse total do manche para decidir o contrário.  Mudar de direção na aeronave, neste momento, estamos em alta velocidade, há uma inercia , muito grande.  Reverter será necessária uma operação de inversão das turbinas, será que aguentaríamos.

E este assunto vem lá do paraíso, como seria o mundo de Adão não aceitasse a fruta de Eva.  Ele estava sentado na plenitude do seu livre arbítrio.?

Me aprofundando mais,  será que ele sabia das reais consequências da decisão que estaria cometendo.?  Permitir a entrada do pecado na humanidade toda.?

Jesus sim sabia da sua missão redentora, sabia que no contra fluxo de Adão , somente ele seria capaz de reverter a turbina. Ele era Deus e Homem, portanto entendeu a decisão que haveria de tomar e VIVEU , plenamente a sua vida , sobre “a prancha “ do livre arbítrio , surfou a onda até o fim.

Ai como eu desejo entender muito bem as decisões que tenho que tomar.  Provavelmente eu as sei, sim, porém a minha insegurança me impede.

Quando é de Deus , os insights não tememos as consequências da obstrução.  No entanto o nosso inimigo manipula as circunstancias , mente , simula. E não estamos prontos e treinados para interpretar as manipulações.

Por tanto estou cheio de culpas, e possivelmente não consiga suportar as consequências das minhas atitudes, a exemplo de Adão , vou ter que apelar , por gerei consequências maiores que a minha capacidade de restauração. E a culpa vira remorso.

Somente o amor, inteligente é possível para resolver este paradoxo.

Precisamos de linguagem de vocabulário e de entendimento para expressar ou esclarecer os fluxos que nos metemos.

Seria o profissional?  O homem preparado para decidir naquele cenário de circunstâncias e pago para isso. Que profissional tenho sido.

Me vejo que muitas das decisões não foram minhas, embora eu tenha sido o sujeito da história. E ponderei sempre as circunstancias imediatas, de lucros e perdas.

Para nós cristãos , que acreditamos em julgamento após a morte e no processo de salvação de nossa alma , mediante as vivencias de nossas experiencias na vida real , com a jurisprudência de nossos julgamento e intenções de nossas tomadas de decisões em nossas mão empossadas coma as luvas do livre arbítrio.  As esferas de responsabilidades podem ser estendidas até a vida eterna, aí a coisa se torna mais longa.  E complexa de decisão. Possivelmente os que observam isso, estejam em uma clausura em um monastério.   E as suas decisões estariam expostas a um grau de responsabilidade mais pessoal e próximo de si.

Oque não é o meu caso.

E me doe viver.

A vida doe, e muitas vezes é muito selvagem.

Talvez seja esta dor, que quando falamos de liberdade, tanto amamos como desprezamos. Pois não estamos preparados para sermos livres realmente.  A servidão é uma procissão pacífica e calma, e somos confortados pelo grande número de participantes. De certa forma o instinto animal que habita em nós nos conforta ao pertencermos a uma manda. Evidentemente não é o que aprendemos com Jesus, que anunciava a salvação individual e solitária da alma, que a recuperação a restauração se dará de dentro para fora, individualmente e posteriormente na manada.  A manada age com o estomago, e sabemos muito bem que a inteligência individual é insignificante dentro de um fluxo de manada.  Não há inteligência na manada.  Sempre caminhará aleatoriamente rumo ao desconhecido e as grandes tragédias.

A liberdade plena é solitária, não há compartilhamentos, é algo que vem de dentro de sua alma.

Quando Jesus, prega, que “   a verdade vos libertará, para que seja livre”, é o motos continuo da roda da vida.

Porém não nos sentimos seguros para sustentarmos nossas decisões na plenitude, em todas as esferas e vivemos a escravidão.

Necessitamos de pessoas que decidam nossas decisões. Eu somente cumpro ordens.! As consequências de meus atos, não cairão sobre mim, e sim em que as ordenou. Eu sou apenas um elemento.

Este distanciamento da culpa e do remorso, a tecnologia ajudou a resolver. Podemos programar um drone a enviar uma bomba a um hospital, e executar a missão de assassinar pessoas inocentes, sem pudor e remorso.  A distância e a tela de imagem não são suficientes para me transferir a culpa. Nossa consciência é cauterização pela tecnológica e sistema remotos de operação.

Chegando na tecnologia atual e disponível, a operação a distância é o carrasco dos dias de hoje.  Uma frase sem sujeito, um botão casual e anônimo pode destruir muitas coisas belas.

Talvez seja o nosso início e provável fim, não haverá mais sentido do amor verdadeiro. Pois somente conseguimos amar pessoas próximas que conhecemos. Nossa mente não consegue gerenciar e amar mais que 150 nomes e conhecidos.  Uma legião de seguidores amigos, colegas a distância, não fazem sentido algum no universo do amor. Não são nada.

Talvez oque vem sendo pregado e criado algo mais palpável é o amor a natureza, a mãe terra, que se faz presente o tempo todo no ar que respiramos e no solo que pisamos.  Substituir o homem pela natureza seja talvez uma complementação da necessidade de amar que carregamos.

Quem sabe, desta forma estendemos o círculo das responsabilidades e saibamos decidir.

E volta tudo de novo.

Oque eu faço com a vida selvagem que habita dentro de mim, programada para decidir e agir, em todo o instante.  Eu ataco, me defendo, ou fujo.  Sempre haverá uma obrigação de decidir.

Na conclusão, como posso ser penalizado, castigado por uma decisão , se não tenho capacidade para reconhecer a dimensão da abrangência . As implicações atuais e futuras das minhas decisões , me carregam com a culpa do mundo, pois tudo esta interligado e uma formiga sacrificada pelos meus pés pode fazer falta no futuro.!!

No entanto  ficar parado inerte , não é viver , a vida selvagem pode te devorar na esquina.

Eu decido postergar para mais uma página, a tomada de decisão.

Concluo.

Amanhã eu escrevo mais algumas páginas, e não decido nada.

E carrego esta inquietude por mais um dia.

JOW_ 20/01/2024. 10:00hs

José Orlando Witzler
José Orlando Witzler
Eu sou eu . Você é você . Eu só consigo ser eu se você for você. Você só conseguira ser você se eu for eu. Ai nós conseguimos conversar. Esta é a intensão deste trabalho. Jose Orlando Witzler. Geração 1961. Engenheiro. Empresário. Pai de família. Observando solitariamente de um farol distante. Sinalizando por este humilde blog.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Popular Articles