quarta-feira, 19 agosto 26

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Tribo dos batatas.

Tribo dos batatas.

A provocação :-

“ A religião regrediu, perdeu sua dimensão institucional para dimensão tribal, um barbarismo, oriundo da politização da vida privada.” (Jonas Bressan, livro O anti_Wolke pag. 184)

Realmente somos pessoas tribais. Moramos em ruas , casas, bairros, cidades, estados, regiões. Nossas experiencias são locais, marcados pelo espaço físico que notamos.

Considerando que nossa bagagem de experiencias afetivas é formada até os 10 anos, normalmente nesta fase da vida  vivemos em nossa tribo, familiar, e parental e vizinhança.

Portanto o sistema mental, de análise e julgamento, nossa jurisprudência básica é formada nesta fase da vida, com fortíssimas influencias de nosso meio físico.

Nesta linha de investigação, conseguimos formar um pensamento de que não somos tão livres e complexos quanto acreditamos.  Somos de certa forma previsíveis, e muito lógicos em nossos procedimentos sociais.

Aquela máxima que me acompanha a vida toda.

Somente agiremos racionalmente, quando todas as outras hipóteses forem esgotadas.”  É assim mesmo.

No momento atual de nossa civilização, com o advento das mídias sociais, ficou muito claro que somos seres tribais, meninos de 10 anos em busca de nossa turma, nossa tribo, mesmo que seja digital e imaginaria.;

Mas onde você quer chegar.

Justamente neste grande dificuldade ou mesmo opressão que sentimos pela vida tribal, a dificuldade que sentimos no nosso dia a dia em aceitar a tribo invasora.  Sempre somos ameaçados, as fronteiras de separação são muito próximas e nos assustam.

As comunidade religiosas, são típicas , procuram preencher todos os espaços de tempo da comunidade com atividades da tribo, sem a permissão de entrada de vizinhos.  Uma cultura tribal forte.

E vejamos a história, as comunidades que marcaram nossa civilização foram aquelas que se permitiram, na convivência tribal sem fronteiras e de forma respeitosa.  A exemplo o império romano.  O império austro-húngaro , na Áustria, que era uma sopa de muitas culturas se interagindo e respeitando.

Me ocorre aquele pensamento judaico:-

“ Eu sou eu  porque você é você, você é você porque eu sou eu, e você se consegue ser você se eu continuar sendo eu.” , portando a identidade afirmativa pessoal depende da referencia de um outro lado diferente de mim mesmo.

Veja que um europeu puro, um alemão , só consegue se afirmar na presença de imigrantes, diferentes, é uma necessidade .  Precisamos de um espelho  sem fundo, para nos encontrarmos.

E hoje escutando uma música de Marisa monte, que

 “ somente voltarei com me encontrar”,

talvez seja essa a viagem, a nossas viagem.  Qual eu retornarei ao Pai , somente quando eu me encontrar, me sentir único presente na diversidade.

E ai vem a metáfora da

Salada de batata, e do purê da batata.”

Somos todas batatas, porem precisamos de fronteiras pessoas físicas para não nos perdermos.

E como tudo isso é simples de viver e difícil de explicar.

Pois bem nada de novo, vamos nos aceitar, vamos respeitar a nossa tribo, ela existe e não há nada de errado nisso, é assim mesmo.  Vivemos julgando a todos e tudo continuamente, com nossa jurisprudência própria, é assim. Criando jurisprudência em nosso precioso tribunal . Vamos nos aceita, somos preconceituosos, sim , o tempo todo, é biológico. Nosso cérebro tem mania de simplificações de atalhos, de julgamento rápidos, é assim, de certa forma temos muitos movimentos autômatos o tempo  todo. Nosso cérebro é um grande piloto automático. Sem problemas.

Mas onde esta o problema.  É justamente você e eu aceitarmos o piloto automático de forma incondicional.  Pode haver erros, o sistema pode estar envirolado, pode haver uma programação equivocada.  Voce tem sair do automático de pensar de forma racional.  Voce precisa rodar um programa fora do automático e aceita que seu sistema de julgamento, suas crenças e experiencias que alimentam o seu bando de jurisprudência pode falhar.  E mais ainda, este banco de memória pode ter sido construído pela engenharia de almas do sistema, você pode esta dentro de uma ceita de convicções radicais equivocadas.  Acorde.

Os animais não acordam nunca, estão travados em suas memorias e convicções biológicas e naturais da sobrevivência, dominado por seu ser biológico vivo, buscando sobrevivência.

Somos animais racionais, conseguimos, dominar nossos instintos, pelo menos deveríamos, precisamos muito.

O processo civilizatório nada é mais do dominar os instintos, e subjuga-los à razão. 

E eu pergunto o que seria a razão.

Razão é pensar com estruturas que não são suas ,  que você aceita que foram levantadas por outras cabeças, julgada de aceitas pela sociedade, mediante a resultados reais comprovados, que não ferem as leis da natureza e das leis  básicas da matéria.

Mais uma vez , precisamos de libertação, sempre.

Como está escrito em Galatas, 5 ,. Precisamos evangelizar para a liberdade. Nos libertar destas amarras das nossas experiencias e nossas lindas e saudáveis tribos em que vivemos.

Vamos acordar.

Seja livre. Aceite que estas memorias afetivas, podem estar lhe influenciando a julgamentos em dissonância com a realidade dos fatos e da matéria, acredite, nosso cérebro não é perfeito.   Esclarecendo ele é perfeito sim , porem as informações que lhe chegam, os inputs, não o são.

Me ocorrer aquele pensamento do termômetro de medir tempura de humanos,  nossos insights são uma pequena medida de temperatura de um oceano e desejamos que este oceano mantenha a mesma temperatura na sua totalidade. Nosso tomada de inputs e circunstancial , é sempre um amostra infinitesimal da realidade.

Muito cuidado.

Adoro o meu mundo tribal, as pessoas que gostam das minhas músicas e que tenham lido os livros que gosto, gosto mesmo.

Porém não  é tudo ,, tem muitos outros imigrantes em minha tribo, que embora não os conheça , sinto que são necessários , e muito importantes para mim , mesmo que não os conheça.

E ‘isso.

Jose Orlando Witzler.

Bauru/04/10/204. Bom dia.

2024_10_04

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José Orlando Witzler
Eu sou eu . Você é você . Eu só consigo ser eu se você for você. Você só conseguira ser você se eu for eu. Ai nós conseguimos conversar. Esta é a intensão deste trabalho. Jose Orlando Witzler. Geração 1961. Engenheiro. Empresário. Pai de família. Observando solitariamente de um farol distante. Sinalizando por este humilde blog.

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