Como o destino se realiza.
Vivemos uma vida toda sem sentido, até que em algum momento o destino bate a nossa porta. Se lhe for familiar abra a porta e desfrute, se não lhe reconhece pode ser interpretado como azar ou uma fatalidade.
As probabilidades envolvidas na realização de uma catástrofe são muitos remotas, para que haja um fato social, relevante, as jogadas são planejadas a muito tempo. Leva uma vida toda, uma geração para a sua efetivação, muitos eventos desta ordem não acontecem, e não são relatados, pois não ocorreram. São muitas variáveis, muitos alinhamentos de ocorrências em serie que se alinham e em determinado momento da somatória das vidas de um grupo de pessoas há uma convergência, na maioria das vezes monumental e irreversível. Que traciona o eixo das probabilidades parar o centro da ocorrência, esta convergência faz acontecer.
A nossa historia, se inicia nos anos 1960 , uma geração chegava ao mundo dos vivos , especialmente no Brasil. Logo no inicio no pre infantil , uma grande turbulência politica e social, uma ação de um presidente intempestiva, levantou as forças ocultas a agirem.
Passamos de um regime democrático em evolução e ajuste para um regime em que o processo politico de escolha de candidatos e lideres se desmoronou no colo dos militares.
Aos 10 anos , conquistamos a copa do mundo, e o que era impossível, o Brasil se encontrou, “ame ou deixe-o” , com se fosse algo simples deixa-lo, para onde iriamos.
Pois bem neste ponto que acontece o primeiro e relevante imput.
As aulas de Educação Moral e Civica. Aprendemos a cantar, escrever a ações cívicas, aprendemos a construir e respeitar a nassa Bandeira Nacinal. A vida de telespectador foi estabelecida, antes memo da condição de consumidor. Nossa adolescência e juventude , esteve pautada nas atividades cívicas , semana da pátria. E o repórter Amaral Neto, apresentava o dimensão continental e incontrolável das potencialidades brasileiras.
Bossa nova , sambódromos , musicalidade urbana e civismo.
E o Brasil , sempre será o pais do futuro. As aulas de historia , já não tinham a relevância da OSBP . Conhecer a nossa verdadeira origem histórica , nunca foi importante.
Os militares , especialmente o exercito , não tinha elementos para liderar a nação . Descuidaram ou nunca se importaram com a cultura nacional, ao menos com a intenção de conhecer e se auto conhecer.
Mediante a ignorância historia, aceitaram uma contra revolução dos perceguidos e exilados políticos. E permitiram a existência e sobrevivência deste conceito de contra revolução.
Culturalmente esta geração não se achou até hoje, tínhamos uma dna rural , do agro da pecuária. Porem a “Tristeza do Jeca”, impregnou no subconsciente coletivo em conjunto com as todas da tristeza do “Caboca Tereza” , entoada pelos cantores de musica raiz.
Afinal “brasil mostra a sua cara,” do Cazuza.
E passamos neste percurso bárbaro de renuncia, redemocratização, eleições diretas, presidente falecido antes da posse, um vice que nunca imaginou que seria presidente.
Destruição da economia com a inflação.
E´inflação.
Destruição da indústria nacional.
Crescimento das cidades.
Troca de presidente.
Cassação e renuncia de presidente.
Inflação.
Estagnação econômica , desinflação.
Chega ao poder uma neoliberal.
Em 1988 , uma constituinte.
A constituição foi cunhada dentro de uma visão social com foco nos direitos das minorias e atendimento as necessidades do cidadão.
O sindicalismo , o brasil industrial em conflito com o brasil rural.
Eleição de Lula.
Reeleição.
Eleição de Dilma.
Queda
Temer.
Bolsonaro.
Queda.
Releição de Lula.
Este é o ponto de retomada.
Este jovem dos anos 60 , hoje já esta com seus 60 anos.
A sua esperança já esta cansada.
Não consegue mais ver o tal futuro do Brasil.
No desespero da derrota e da derrota de sua jornada , ele instintivamente , retorna as aulas de OSPB , e se encontra nas praças no final da tarde e começam a cantar, rezar e se manifestar com sua ação patriótica.
Nasce o Patriota, aluno de Educação Moral e Civica.
Veja o Refrão:- “ Exercito Brasileiro , salve a nação brasileira.”
E foi neste ponto que o destino encontrou as condições de realizar uma grande obra do mal.
E por uma coincidência , somada ao desejo e visão missionaria e historia.
Aquele Patriota de 60 anos , começou a se achar, na musica do Cazuza.
“Exercito Brasileiro, salve a não brasileira,”
Aquela voz atavida , brotava da alma , em hibernação deste o império. Aque golpe do Marechal Deodoro , expulsando a família imperial do Brasil , destruindo o fluxo histórico nacional , movendo o pendulo para o positivismo militar e burocrático.
A entrada na guerra do paraguay , contribui para esta derrocada.
E voltamos em nosso tempo.
Os alunos , se encontraram, viram saldozistas , amantes das bandeira nacional , velha e desbotada , cheia de traças , novamente nas praças publicas.
O nacionalismo e patriotismo , latentes na alma dos alunos de OSPB , surge como uma semente na tumba do faraó.
Em um pequeno período de 30 dias. Entre a derrota e a posse ou reposse do Lula, esta plantinha começa a germinar.
Os atentos contrarevolucinarios de plantão , sabiam muito bem oque poderia ocorrer, qual o fluxo daquela juventude , pacifica e educada , pós formada em OSPB. No meio desta caminhado alguém puxou um terço , e começamos a alternar, na frente dos quarteis , momentos de bate papo, lazer, bandeiras, hinos, e orações.
E nada acontecia.
A liderança não se atrevia, ninguém éra o líder. Cada um líder de si mesmo. São os filhos da geração 1960 , indisciplinados , auto didatas, pessoas que não foram treinadas em seguir lideres, todos os anteriores fracassaram.
E estamos no refrão. “ Execito brasileiro, salve o povo.”
Passou-se o final de ano , a posse do então eleito, acontece, de forma muito assustada, não houve grandes comemorações passeatas ou eventos de posse. Assumiram rapidamente, sem alarde.
E os jovens , velhinhos, coroas e maridos, gostaram da rotina de passar na frene do quartel se encontrar, bater papo , cantar o hino e rezar um terço.
A grande obra estava preparada.
O destino identificou a possibilidade de rua realização.
Qual era o imput. “ Vamos para Brasilia, vamos nos manifestar. Temos o direito , aprendemos, que o povo tem poder, o poder emana do povo e retorna para ele.
Porem o povo, oque seria o povo.? Eu sou povo.?
O povo é muito distante e indefinível.
E de alguma forma , estamos em procissão , com um andor em Brasilia, vamos ao congresso nacional no espaço adequado para a nossa manifestação.
Haveremos de ser ouvidos, afinal somos o povo.
Porem se faz necessidade de um líder. O povo sem líder não é povo , é uma manada caminhando , caminhando até cançar. Quando não se sabe para onde vamos , qualquer lugar é o destino.
O povo somente se destaca dentro de um proposito muito bem definido , que tem que estar percebido no subconsciente coletivo daquele grupo.
A única certeza eram as aulas de OSPB, lá do passado que nos aproximava. Vamos rezar, vestir a bandeira, cantar o hino. A Nação se abriga em baixo da bandeira nacional.
No ultimo instante o exercido não vai nos abanar.
E a procissão para o abatedouro , prosseguia. Seria o destino.? Ou azar.?
Sobre o manto do anonimato das multidões , a integencia despenca, e não pensamos mais , somente agimos seguindo as massas, ou o fluxo.
Tudo perde o sentido, este momento o caráter individual , some do pedaça.
E a multidão não tem caráter, pois é anonima.
E a grande obra esta pronta para se realizada.
O grande concerto da democracia e direito de expressão individual , morre e que assume é a Legião , anonima.
O fluxo se estabelece pelos lideres oportunistas infiltrados de plantão que não pertencem a multidão e ao povo. São agentes infiltrados no anonimato agindo com violência e maldade. Transformando o povo presente em cumplice de ações individuais.
Esta em andamento o primeiro concerto da grande operá que se inicia.
A musica, de fundo é o hino nacional , aquele da aulas de OSPB.
Afinal somos patriotas , carregamos este prompt la na adolescência.
Porem o anonimato, das multidões de outrora já não existe mais . Estamos sobre vigiliancia de câmeras . Não existe anonimato, em um publico onde todos tem uma câmera fotográfica e uma filmadora em mãos.
Tudo filmado e catalogado.
Acabou o anonimato.
A mas minha consciência coletiva, tinha o imput que eu estava anônimo. Pois bem , acabou de entrar na casa do bigbrother.
A grande obra do destino , havia se realizado , nos jovem dos anos 60 , de forma espetacular.
Como ultimo ato.
Aquela frase –“ Exercito salve o povo patriota.”
Apareçe um general do exercito , com um alto falante em mão e tranquiliza a todos os sessentões de plantão , “ é hora da chamada” vamos para a sala de aula. Esta tudo bem.
Mandamos vir muitos ônibus, vamos levar vocês meus amigos patriotas são e salvos para suas casas , rodoviárias e que possam retornar em paz para o aconchego de seu lar. Afinal vocês são patriotas , estão aqui realizando aquela programação juvenil de amar a pátria e se o herói cívico espetacular de outrora.
Vamos subir pacificamente nos ônibus, pode subir.
E assim ingenuamente o boi entra no embarcador que o levará ao frigorifico ao abate.
E o destino , implacavelmente se realiza.
Aquelas cantorias, hinos, terços , bandeiras , se convertem em elementos para uma via dolosa à crucificação.
São traídos pelo mesmo exercito que traiu o imperador , que traiu os soltados negros que lutaram na guerro do Paraguai. E sem explicação e justificativa, anonimante aplicar a pena como carrascos de seus filhos.
Mas é chegou a hora , quem sabe faz a hora não espera acontecer.
Aquele que vivem sem razão , que se assemelham com uma mesma vestimenta , que obedecem ordens equivocadas.
Serão eternos cumplices de traição e perfídia.
Trairam uma nação, e transfomaram aquelas aulas de OSPB em aulas de destruição e perda de tempo.
Tudo destruído, o tecido social que segura o quadro da nação brasileira se desfaz.
E me vem o refrão do Cazuza. “ Brasil mostra a sua cara.”
E no espelho olhamos , olhamos e não vemos nada.
Não existimos como nação, somos um povo sem cultura , nossa cultura foi implantada por imigrantes.
Nos tornamos invisíveis na nós mesmo no espelho.
E nos tornamos nação de um homem só, agimos e pensamos individualmente , não pertenço a esta terra. Estou de passagem , um dia volta a minha terra natal . Um dia volto para Passargada, lá eu sou amigo do Rei.
E hoje o destino nos levou a um velório eterno dos alunos de OSPB , que sonharam em ser bons cidadãos colaboradores de uma sociedade como sócios.
É assim , já não sou brasileiro por viver as culturas nacinais. Estou morador neste território, por circunstancias , não escolhidas por mim, porem aplicadas ao meu destino , que não consigo reverte-lo. Pela minha percepção e entendimento como pela minha fé na logica das sequencias dos fluxos .
Não pertencemos a esta terra. Não temos como ama-la , somos usuários deste espaço. A amazonia não é minha. Este espaço não me pertence, não me vejo preservando ou cuidando dele.
Vivemos o máximo da individualidade dentro de uma sociedade que não sou socio.
E o destino ,foi malvado com a nossa geração. Nos destruí.
Hoje somos apenas sobreviventes , nesta selva urbana , de ninguém ou alguém que não sei de onde veio, e muito menos para onde vai e principalmente que não tem a mínima ideia a quem prestará contas de seus atos.
Assim aconteceu a prisão de 1500 , jovens de 60 anos, anônimos, patriotas com os pipoqueiros, vendedor de algodão doce, os garis, os vendedores ambulantes de bandeirinhas , as senhoras com suas bíblias e seu netos, pelos traidores da pátria, empossados e fardados.
A ultima a morrer será a esperança e a fé. A esperança em algo ou elemento que não conhecemos e nem conseguimos imaginar. E algo impossível improvável e aleatório que pode se materializar a qualquer instante. Eu creio.
JOW_ 27_01_24_ 18:19.
Tratemos da visão de destino e da sua construção.
I – o plantio.