O silêncio da violência invisível
Há leis que nascem para proteger, e há leis que nascem para oprimir.
As primeiras dão ordem ao caos, permitem a vida florescer.
As segundas, porém, são como correntes invisíveis: não defendem ninguém, apenas moldam corpos e consciências segundo o capricho do poder.
O Princípio da Não Agressão é simples como a clareza da luz: ninguém tem o direito de iniciar violência contra quem caminha em paz. Onde não há vítima, não há crime. Onde não há dano, não há legitimidade na proibição.
Entre proibições e liberdades
Muitas vezes a história se repete:
– Vozes são caladas por medo da verdade.
– Passos são interrompidos não por terem ferido alguém, mas por ousarem existir fora da regra.
É aí que a violência deixa de ser visível — torna-se silêncio imposto, censura, fardo, peso desnecessário sobre os ombros da consciência.
A violência não se relativiza
Defender a não agressão não é fechar os olhos para o mal.
Onde há ferida, há violência.
Onde há vítima, há crime.
Roubo, agressão, destruição — tudo isso exige resposta firme.
Mas quando a lei se transforma em arma contra o inocente, quando a regra já não protege mas sufoca, entramos no território da ilegitimidade. Aí não é justiça, mas sim violência institucionalizada.
A liberdade responsável
A liberdade verdadeira não é grito sem direção.
Ela sabe os limites de sua própria fronteira:
termina onde começa a dor do outro.
Mas, fora desse limite, ninguém tem o direito de amarrar consciências, nem de impor silêncio ao que é justo.
Conclusão
O princípio da não agressão é mais do que uma regra política. É uma lei gravada no íntimo, um chamado para viver de forma madura, consciente e respeitosa.
Ele nos lembra que a vida não pode ser sufocada por proibições sem sentido, e que nenhuma autoridade se sustenta quando troca proteção por opressão.
No fim, toda liberdade legítima nasce do mesmo lugar: do respeito à vida e da recusa de ferir o outro. E toda opressão começa quando se esquece essa simplicidade.
Pesquisa/Pauta/Jose Orlando Witzler.

