quarta-feira, 19 agosto 26

Top 5 semana

Posts Relacionados

Informação oque é afinal.

SOBRE OQUE É INFORMAÇÃO.

DEE HOCK  (pg 175)

( Texto transcrito )

“Macaco velho e eu tínhamos passado inúmeras horas tentando compreender a informação e sua relevância para as organizações, fazendo nossas intermináveis perguntas.  Qual é o significado da parte “ in-form” da palavra informação? Qual é a natureza daquilo que é recebido de fontes externas e que “nos forma” interiormente? Qual é a natureza daquilo que se forma dentro de nós que depois nos sentimos compelidos a transmitir para os outros e que forma quem a recebe? O que permite que a informação se forme que permaneça sempre inalterada, mas disponível para infinitas transformações?

De onde veio o anseio universal, perpétuo, de receber e transmitir informação – o desejo incessante de comunicar.?  Será um princípio além da vida.? Será ele um anseio ou uma necessidade inevitável – um componente integrante e essência à própria vida?

Será ele a essência da vida?

Ou será um princípio além da vida.?

Seria informação a matéria prima de alguma forma dispersa de inteligência; uma essência fundamental, formadora, que faz com que a energia dispensa de condense em distinção e forma física; uma parte fundamental de um universo inseparavelmente uno que três todas as coisas à existência.?

Isso ajuda a pensar oque a informação não é. È por certo muito mais do que dígitos e dados. Estes podem ser seus componentes – a forma que às vezes ela assume.  Mas não são a informação. Não é uma “coisa” entre outras: não é mais uma entidade física finita.  Num rasgo de compreensão, Gregoy Bateson disse que “ a informação é uma forma que faz diferença”. Se o que é recebido não pode ser diferenciado ou, se uma vez licenciado, não faz diferença, é ruido.

A visão de Bateson é fascinante, mas limitada, pois abrange apenas a comunicação mente-a-mente. Se você está passeando sozinho no campo, uma rocha rola montanha abaixo e esmaga o seu joelho, essa é certamente uma diferença que faz diferença. Assim como correr descalço pela casa, e quebrar um dedo na perna de uma cadeira. Isso é informação.? Nos dois casos, uma diferença fez diferença. Os dois casos corregam significado. Se joelho esmagado e o dedo quebrado são diferença que faz uma diferença tem claramente capacidade de comunicar.

Trancados na caixa de nossa própria consciência, pesamos nisso como comunicação num só sentido – a rocha para o joelho, ou da perna da cadeira para o dedo, mas não temos como saber que informação poderia se tornar e o que deveria ser. Outras características começaram a surgir.

Ao contrário dos recursos físicos finitos, a informação se multiplica pela transferência. Ela não é esgotada pelo uso.  A fonte não perde a informação transferida, que é um ganho para o recebedor.

A informação pode ser usada por todos sem que ninguém sais perdendo. Tanto quanto sabermos, o suprimento de informação pé infinito e não obedece a nenhum de nossos conceitos ou leis da escassez da era industrial. Obedece apenas a conceitos e princípios de infinita abundância, infinita utilização, infinita recombinação. Temos apenas uma fraca noção do que esses princípios podem ser, se é que existem.

Projetamos na informação nossas velhas noções de propriedade, transformando-a num método pelo qual uma pessoa pode extrair riqueza de outra – mas isso não revela nem modifica sua natureza extraordinária. Revela apenas a natureza limitada dos seres humanos e a nossa relutância quando se trata de modificar o nosso modelo interior de realidade e o comportamento que nele se baseia.

A informação poupa ao máximo energia. Ela pode se replicar infinitamente, pode se mover ubiquamente na velocidade da luz e se condensar num espaço diminuto, tudo com um gasto minúsculo de energia. Ou seja; a um custo minúsculo.  Ela está se transformando numa compensação para o atual desperdício de matéria.  Na medida em que aumentamos o valor do conteúdo mental de bens e serviços, podemos reduzir o valor do conteúdo físico. Podemos torná-lo mais leve, mais durável, mais reciclável, mais versátil, mais transportável.

A informação dá cria. Um bit de informação combinado a outro resulta em informação nova.

A informação não conhece fronteiras.  Não pode se contida. Por mais que tentemos restringi-la, ela não se torna escrava nem propriedade de ninguém.  As tentativas de adequar a informação a noções arcaicas de escassez, propriedade e quantidade física finita – conceitos da era industrial e agrícola – nada mas fazem além de nos trancar em antigas caixas mentais de restrição e exploração.

A informação é eticamente neutra.  Seu poder imenso se aplica tanto a fins destrutivos, violentos e injustos quanto a fins construtivos, justos e pacíficos. A historia da ciência moderna tem sido uma tentativa de divorciar as dimensões éticas da vida de sua dimensão física; de divorciar a espiritualidade da racionalidade.  O efeito tem sido de deificação da perspectiva objetiva, física e reacional como verdade suprema e a demonização da perspectiva espiritual, ética e subjetiva a como superstição, ilusão e ignorância.

Pensar numa sociedade baseada na informação e pensar numa sociedade baseada em coisas físicas são coisas distintas, que exigem perspectivas radicalmente diferentes. No entanto, preferimos muitas vezes ignorar as diferenças fundamentais para era da administração da informação ( mais acuradamente pensada como era da produção mental, ou mind-crafting) as ideias, os valores, os conceitos como posse, suprimento finito, obsolescência, perda no transporte, acondicionamento, escassez, separabilidade, media quantificável, economia estatística, monetarismo matemático, estruturalismo hierárquico e administração ode comando-e-controle.

Os produtos os serviços e as organizações, onde o valor do conteúdo mental começa a diminuir o valor do conteúdo físico, exigem sabedoria e compreensão profunda.  Aumentar interminavelmente a quantidade de informação, conhecimento e tecnologia mecanicistas sem uma evolução equivalente dos valões e da sabedoria não é apenas tolo, mas perigoso.

Desenvolver amplamente os meios e agir de acordo com o que esses meios permitem, sem considerar cuidadosamente os fins do contexto dos valores, é um mau uso da informação, grosseiramente tolo e perigoso.

O surgimento desta nova era baseado em informação, seja qual for o rótulo que se dê a ela, põe em questão quase todos os conceitos de organização, administração  e conduta social em que confiamos.  Agarrar-se com muito rigor a antigos conceitos, rejeitando prontamente os novos, proteger ferozmente os antigos conceitos, rejeitando prontamente os novos, proteger ferozmente as antigas formas que resultaram desses conceitos, impor decididamente essas formas a uma sociedade em mutação, são caminhos certos para o fracasso. Como disse Sir Francis Bacon séculos atrás, ao advertir os que se opunham à revolução cientifica e à era industrial.

Os que reverenciam demais os velhos tempos não passam de um alvo de escárnio para os novos.

Os novos conceitos que Bacon defendeu habilmente com essa asserção são dolorosamente velhos nos dias de hoje. Tornaram-se os conceitos que agora reverenciamos demais.”

Transcrito por Jose Orlando Witzler.

Uma excelente visão afinal do seja informação, nesta era da informação. Transcrevo este texto em busca de entendimento , neste tão simples e complexo tema.

Espero ter ajudado.

José Orlando Witzler
José Orlando Witzler
Eu sou eu . Você é você . Eu só consigo ser eu se você for você. Você só conseguira ser você se eu for eu. Ai nós conseguimos conversar. Esta é a intensão deste trabalho. Jose Orlando Witzler. Geração 1961. Engenheiro. Empresário. Pai de família. Observando solitariamente de um farol distante. Sinalizando por este humilde blog.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Popular Articles