sexta-feira, 20 fevereiro 26

Top 5 semana

Posts Relacionados

O tempo.

O mal do dia

Afinal, que afetação é essa que nos aterroriza continuamente? Estamos no topo de nossa civilização. Conquistamos quase tudo.
A tecnologia e suas ferramentas já ultrapassaram em muitas nossas necessidades. Atualmente, nosso movimento está mais em um fluxo retardatário na utilização e aplicação dessas evoluções.
No entanto, por que tantos conflitos e não conformidades em nosso dia a dia? O que nos aborrece? Por que não conseguimos nos realizar plenamente e viver neste paraíso terrestre único, em nossa plenitude?

Em algum lugar está escrito que os tempos seriam encurtados, e isso seria o traciona dor da locomotiva de nosso tempo em passo acelerado à destruição.
Chegamos no tempo.
O que seria o tempo?

Como constataram os Maias, o tempo não existe. O que existe são fenômenos reais que ocorrem em ciclos, com espaços diferentes entre si. Conhecer o tempo seria a constatação desses fatos reais cíclicos que nos são observáveis.
Em consonância com todos esses ciclos, temos nosso ciclo biológico humano, percebido e constatado no corpo das mulheres a cada mudança de ciclo lunar. Portanto, observamos fatos reais em ciclos biológicos.
O tempo seria a constatação dos eventos e seus espaçamentos.
Nossa harmonia está em preencher esses espaços com atividades reais compatíveis com esse fluxo.
O que seria o caminhar, por exemplo? Podemos percorrer um determinado trajeto em um ciclo de noite e dia, nessa alternância. E assim, em uma sequência longa de ciclos diários, percorrer um grande trajeto. Seria um fato, constatado e medido.

E onde pode estar o descompasso?
No encurtamento do tempo.

Na verdade, não conseguimos alterar o tempo, ou mesmo interferir nele. Pois ele está estabelecido nos infinitos ciclos — micro e macro — do universo, que, por algum motivo inicial, recebeu um impulso que estabeleceu a motivação e operação desses ciclos concatenados e harmônicos do universo como um todo.
Nossa mente, nosso biológico, estão inseridos nesse grande ciclo. Não há como se descompassar desse grande baile do universo, chamado vida.
A vida não pertence a ninguém. Não é exclusividade do homem. A vida é o conjunto todo do universo. São os ciclos e ciclos interagindo de forma harmônica, como uma grande sinfonia regida pelo grande Criador e Maestro.

Portanto, ao desejarmos interferir no tempo — introduzindo elementos físicos reais em fluxo superior e descompassado com os ciclos da natureza — aí está a fonte do problema atual e da grande afetação.
Nossa mente não suporta alterações de ciclos.
Ao iluminarmos as noites, ao transformarmos o tempo em dinheiro, e considerarmos o juro composto na evolução e criação das riquezas monetárias, estabelecemos um traciona dor exponencial ao tempo, que não condiz com a natureza das coisas e suas regras.

Confundimos tudo. Transformamos leis em regras.
As leis nos obrigam a cumprir regras que não estão programadas com as regras da natureza.
A natureza não consegue produzir um ser humano em menos de nove meses. É uma regra. Não há lei que a altere.
No entanto, o tempo medido em horas e minutos, em descompasso com o ciclo natural, introduz o conceito de velocidade e aceleração do tempo — algo totalmente impossível e virtual.

A natureza tem suas regras e modelos. Replica continuamente seus fluxos, obedecendo sempre a padrões.
Aí entra o virtual: as imagens.
Em um filme conseguimos introduzir na cena mais imagens que o natural. Nosso cérebro não consegue assimilar diretamente. Somente o subconsciente, que é mais puro, assimila algo virtual e criado artificialmente.
Dessa forma, se imagina erradamente que houve uma alteração no tempo — que, de fato, não ocorreu.
O que de fato ocorre é a introdução de mais marcos de fatos em um espaço menor, portanto, ciclos aleatórios de eventos sucessivos.

Justamente esse mecanismo nos leva à perda da lucidez e à instabilidade mental, e transforma a vida atual em um grande frenesi rumo à constante lavagem cerebral.
Quando lavamos algo, utilizamos água. Lavar está relacionado a jogar água, e nessa água se diluem todas as referências, todas as marcas.
E o interessante é que os líquidos não têm memória estética.
Um líquido assume a forma de seu invólucro. Por exemplo, a água pode estar abrigada em um buraco disforme no chão, como pode estar contida em um lindo frasco de cristal transparente.
Pode assumir qualquer forma, sem memória. Sua ação é de incorporação de elementos físicos em sua composição — sendo uma água contaminada ou pura. Portanto, não estética.

Esta é a face da lavagem cerebral de nossos dias.
Nossas memórias se solubilizam na água e vão embora, não se sabe para onde.
E nos tornamos seres desmemoriados, sem passado e sem futuro — pois o presente necessita de referências.

O controle do tempo e a introdução da valoração do trabalho como medida simples e mecânica do tempo é um fator atrator de dissonâncias mentais.
Todo o nosso aborrecimento e desconforto vêm justamente desse processo mecanicista que introduz em nosso cotidiano atividades reais incompatíveis com o biológico humano.
Introduz uma realidade virtual imaginativa ao ciclo natural, real e universal que vivemos.
Esse descompasso possivelmente seja a catástrofe anunciada.

Sabemos que o movimento retilíneo de elementos físicos, quando empreendido em velocidades muito altas, deflagra uma curva de sequência catastrófica.
Seria isso.

Observemos a natureza, a troca das luas e os ciclos.
Vivamos o ciclo único de um dia.
Esta é a referência de tempo real que conseguimos medir.

José Orlando Witzler
05/05/2025

José Orlando Witzler
José Orlando Witzler
Eu sou eu . Você é você . Eu só consigo ser eu se você for você. Você só conseguira ser você se eu for eu. Ai nós conseguimos conversar. Esta é a intensão deste trabalho. Jose Orlando Witzler. Geração 1961. Engenheiro. Empresário. Pai de família. Observando solitariamente de um farol distante. Sinalizando por este humilde blog.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Popular Articles