sexta-feira, 20 fevereiro 26

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O BOLETO DE DEUS.

O Boleto de Deus

Outro dia, entrando no cartório aqui Bauru, em frente à igreja Sta. Terezinha, vi uma cena que me parou no meio do caminho.
Logo na entrada, um segurança conversava com um senhor que vinha montado numa bicicleta surrada de tanto uso. Aquelas bicicletas de cestinho na frente, já sem muita tinta, mas ainda cumprindo seu papel.

O senhor, já se adiantando, perguntou ao segurança:

— Bom dia! O senhor acredita em Deus?

O segurança sorriu, meio sem jeito:

— Acredito… mas provar, ninguém prova, né?

Foi então que o homem, com ares de quem ia revelar um grande segredo, apontou para um documento plastificado que carregava no cestinho:

— Pois hoje o senhor vai ver uma prova. Tá tudo aqui!

Curioso, me aproximei para ouvir a história.

Ele contou que, anos atrás, havia recebido em casa um cartão de crédito. Nunca soube direito como funcionava, mas o limite era de R$600,00 — e foi usando, usando… até que a conta estourou e veio a primeira fatura. Sem dinheiro para pagar, a dívida começou a crescer. Um mês, dois, três… e o que era difícil virou impossível.

A vida dele virou uma caçada. Ligações, cartas, promessas de negociação, cobranças mais duras que intimações de tribunal. Passaram-se anos e ele já nem sonhava mais com a liberdade financeira.

Até que, um dia, chegou uma carta diferente. Abriu por abrir, sem esperança.
E lá estava:

“Valor da dívida: R$6.600,00.
Desconto para pagamento até o dia 10: R$6.000,00.
Valor a pagar: R$600,00.”

Ele contou que leu e releu umas três vezes. Achou que era pegadinha. Mas era real.
No mesmo dia, foi ao banco, pagou os benditos R$600 e, como ele mesmo disse: “Sai livre, como passarinho solto!”

Desde então, ele plastificou o boleto pago. Carrega pra cima e pra baixo, no cestinho da bicicleta, como um troféu de fé.
Aponta para o papel e diz:

— Tá aqui a prova! Deus existe.

Ele se despediu com um sorriso sereno e pedalou rua afora.

E eu fiquei ali parado, pensando:
Deus tem seus jeitos. Às vezes, vem em forma de milagre. Às vezes, vem em forma de desconto.
Mas vem.

“Somente Deus mesmo para livrar a nossa população indefesa destes criminosos do mundo selvagem financeiro que usam e abusam de nosso povo, que tem acesso privilegiado a banco de dados privados com a conivência do Estado, realmente Deus tem que ser brasileiro e olhar por nós.”

(Jose Orlando Witzler-www.jornada.blog.br- observador e ensaista)

José Orlando Witzler
José Orlando Witzler
Eu sou eu . Você é você . Eu só consigo ser eu se você for você. Você só conseguira ser você se eu for eu. Ai nós conseguimos conversar. Esta é a intensão deste trabalho. Jose Orlando Witzler. Geração 1961. Engenheiro. Empresário. Pai de família. Observando solitariamente de um farol distante. Sinalizando por este humilde blog.

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