Pedras que Escutam a Terra
Vivemos um tempo em que a Terra pede silêncio, escuta e cuidado. Sabemos medir estrelas, mas muitas vezes esquecemos de ouvir o chão.
A conexão entre céu e terra, antes descrita nos mitos e escrituras, hoje também habita os campos eletromagnéticos, as redes digitais e a consciência ambiental que começa a despertar.
Alguns lugares do planeta parecem respirar mais fundo.
São nascentes, montanhas, pedras antigas, árvores que resistem. A LIPOPUNTURA a arte de tocar a Terra como quem faz acupuntura em um corpo vivo nos lembra que o planeta tem seus pontos de energia e também suas dores.
Proteger esses lugares é mais do que preservação: é gesto de paz.
Pedras sempre foram memoriais de encontro com o sagrado.
A pedra onde Jacó descansou a cabeça e sonhou com anjos é símbolo de uma escuta profunda.
Hoje, nossas pedras podem ser outras: uma praça arborizada, um rio limpo, uma escola que ensina a cuidar do lugar onde se pisa. Cada ato consciente plantar uma árvore, recolher um lixo, preservar uma nascente é como erguer uma pedra e dizer: este lugar é sagrado.
Cultura de paz não é ausência de conflito, é presença de cuidado.
Começa no respeito pelo solo que nos sustenta, pela água que nos atravessa, pelas vidas que não falam nossa língua, mas também habitam esta casa comum.
A educação ambiental nos convida a enxergar a Terra não como recurso, mas como relação.
Teilhard de Chardin chamou de noosfera o campo de pensamentos que envolve o planeta.
Hoje, talvez essa esfera mental esteja aprendendo a respirar com mais consciência. Talvez esteja esperando que deixemos de explorar a Terra e comecemos a dialogar com ela.
Se for assim, que aprendamos com os antigos: reconhecer o chão, agradecer à pedra, cuidar do rio. Porque só há paz verdadeira quando o solo onde pisamos pode, outra vez, acolher nossos sonhos.
Jose Orlando Witzler (06/11/2025)

