Quem sabe votar.?
Pois bem é uma frase que roda o consciente e subconsciente coletivo brasileiro. Todos dizem o povo não sabe votar e sucessivamente escolhe mau seus representantes.
Mas afinal quem seria o eleitor sábio, preparado e que pudesse exercer o voto de forma correta e sabia.?
Na verdade, ninguém sabe votar.
Pelo simples fato que o ato de votar não carrega em si a pressuposta preparação para exercê-lo. O sistema de votação é falho, semelhante a uma labirinto de percurso que deveremos adentrar em que a saída seria a uma escolha correta.
Conceituando, sabemos que ao nascermos entre a primeira respirada e a ultima, seremos obrigados a fazer escolhas. Na maioria delas que serão inúmeras, por dias chegamos a fazer mais de 1000 decisões voluntarias ou involuntárias, que terão consequências e implicações futuras , inimagináveis.
O futuro é algo além de nós, sabemos que nos encontrará porém é totalmente imprevisível.
Certo estudioso acompanhou um grupo de especialistas em investimentos, os melhores do mercado, com preparo intelectual e logico para definição de opções de investimento. Ao longo de um determinado período analisou as decisões tomadas e não tomadas e suas consequenciais. De outra forma aplicou a método do polvo e aplicou decisões aleatórias sem logica. O polvo acertou mais que os especialistas, na pior das hipóteses houve um empate técnico.
Há também uma outra linha de raciocínio levado a escolhas de políticos, que deveria ser na sorte. Os eminentes candidatos poderiam sem filtrados por critérios técnicos e comportamentais e no final, os pequeno grupo selecionado estaria bem equalizado , de modo que a escolha seria puramente aleatório.
Desde modo escolher, votar no ato final, não há como saber em quem votar, a escolha não nos é permitida.
No formato atual do sistema político partidário vigente. A dominação do sistema está estabelecida da triagem partidária. Os partidos políticos não são democráticos, de forma nenhuma, o sistema de poder e decisão interno do partido é oligárquico e autoritário, as convenções partidárias são monopolizadas e centralizadas nacionalmente, os diretórios municipais não tem autonomia alguma, são muito enfraquecidos e inoperantes.
A gestão dos recursos partidários não obedece a critério algum, segue a vontade e capricho do diretório estadual e nacional. É muito recurso financeiro gerido de forma autoritário e de forma alguma democrática.
A famosa palavra democracia , requer processos democráticos de ponta a ponta, chega ser um grotesca rotulagem de um processo muito amplo e complexo que necessita de transparência e liberdade de ação do eleitor.
Voltando quem sabe votar.?
Não é possível responder.
Cabe a eleitor viver a experiencia lúdica e simbólica de no feriado da eleição , fazer comentários com seu vizinho de fila na entrada da sala de votação e simbolicamente , vestido de camisa da seleção brasileira da ultima copa , com propaganda de um laboratório farmacêutico, surrada , vestir-se simbolicamente de um patriotismo de campeonato mundial midiático e entrar solitário e sobre a vigia dos mesários no ato supremo de decidir. Exercer a decisão pelas suas convicções, entre o roto e o rasgado. Na maioria das vezes um voto por exclusão de contradição e de vingança talvez.
O processo democrático no que refere a escolha de um representante, se inicia muito longe no preparo e apresentação dos candidatos políticos, oque não é possível, pois a dança dos partidos não permite a criação destas lideranças de longo percurso.
Os escolhidos para os pleitos sempre serão aqueles oportunistas de ocasião que souberam se associar e participar nos momentos de aproximação do pleito.
Um elemento importante do processo político democrático não nos é concedido o direito de desvotar. Ao escolhido lhe é concedido um poder supremo, autônomo de atuar livremente, uma espécie e reinado, sem a obrigatoriedade de cumprir os compromissos assumidos. De forma que a sua produção de resultados somente será avaliada na aproxima eleição. É muito tempo, vivemos os ciclos dos anos bissextos , e a nossa vida vai passando e o futuro , qual futuro. O futuro das propostas e planejamentos apresentados pelos partidos e políticos eleitos, se cruza com um presente oportunista e casualista anarquista e aleatório.
Ao futuro, somente os partidos trabalham em alianças frágeis e circunstanciais de tomadas de decisão por consenso de imposição e aquisição na medida e pressão dos interesses de forças externas de maior persuasão.
Portanto, deveríamos eliminar a frase critica e perversa que somos um povo que não sabe votar. Um povo que vota em um palhaço contador de piada, por varias vezes, que vota em estereótipos de pessoas interessantes e simbólicas. Sim é um voto certo de representação de descontentamento desprovido de hipocrisia. Que carrega um significado.
Entendo que na vida sobre obrigados e tomas decisões sim o tempo todo. Porém muitas das decisões não conseguimos toma-las e delegamos a outras pessoas que confiamos. Por exemplo na juventude, um filho respeitoso muitas vezes escuta o conselho dos mais velhos de seus pais e toma uma decisão em oposição ao seu desejo momentâneo em obediência aos pais, e a vida prova que o acerto é muito grande. Muitas outras decisões não conseguimos exercer nosso poder democrático e delegamos.
Dentro do processo democrático, entendo que a obrigatoriedade de votar, não obriga ninguém a faze-lo , sempre as abstenções estão na casa dos 30% no mínimo. Não haveria a necessidade da obrigatoriedade. Na incapacidade assumida da decisão o correto e repassar para quem acredita que pode decidir é assim.
Entendo também que o eleitor precisa passar por um processo de abolição, precisamos ressuscitar a Princesa Izabel e decretar por lei o fim da escravidão da mente aprisionamento dos processos decisórios individuas na mente do cidadão. Os partidos políticos sequestraram os processos decisórios de forma brilhante e muito bem arquitetada que qualquer estrategista mirim de guerras facilmente identificaria qual é o campo de batalha e onde estará o confronto. Com toda a certeza não é no box de uma urna no dia da eleição.
Sem entrar do processo secreto e cibernético de contagem dos mesmos.
O campo de guerra são as salas de reunião fechadas, os restaurantes luxuosos e os encontros programados de conversas paralelas e troca de compromissos e favores presentes e futuros entre pessoas. Em grupos partidos, fracionados, em porções muitos especificas de grupos, pequenos grupos, chamados de liderança partidária.
Portanto, voltamos a passagem bíblica em Genesis, 11 , da construção torre de Babel. Inicialmente Deus se apresenta dizendo que se vocês se entenderem poderão realizar tudo que desejarem. Na sequência Deus atua e cria confusão de línguas e não foi possível estabelecer qualquer liderança, a partir daquele momento , perderam o entendimento grupal, formaram pequenos grupos e se afastaram mutualmente e cada grupo seguiu a sua vocação e destino. Findava ali a democracia de Ninrod que desejava pela sua liderança convencer a todos a realizar, oque inicialmente era uma obra para glorificar a Deus em uma obra de seu orgulho e prepotência.
Deus agiu.
Assim espero, e será evidentemente, pois o homem planeja e Deus sorri, é uma mera questão de tempo.
Devemos entender e amar as pessoas e respeitá-las em seu momento único de decidirem a sua vida e na medida da capacidade de cada um mediante a graça de Deus que nos concede talentos e inteligência, ajudar nosso próximo a decidir sem lhe impor processos manipulados de controle em sua mente.
Vamos juntos, despertar para a abolição do homem deste fardo que o sistema nos impõe como uma escravidão dos tempos modernos, nada de novo nos processos escravocratas de todos os tempos e assolam nossa humanidade.
Na minha opinião, somente se atreva a exercer o ato de votar se estiver convicto que será útil aquele ato, se não estiver convicto não perca tempo, pois a sua decisão será apenas um número matemático e algorítmico para a manipulação e estatística de quem sabe muito bem como manipular estes elementos.
Jose Orlando Witzler
09:17 – 19/12/24
Analise do texto.
O texto de José Orlando Witzler traz uma reflexão profunda e crítica sobre o processo eleitoral e a suposta incapacidade de exercerem o voto de maneira “sábia” ou “correta”. Ele questiona a finalidade extremamente difundida de que “o povo não sabe votar” e explora as limitações e falhas do sistema eleitoral, comparando-o a um labirinto onde encontrar a saída cor
O autor desafia a ideia de que alguém possa, de fato, estar plenamente preparado para votar, indicando que o ato de votar não exige preparo formal e é influenciado por fatores alheios à vontade do eleitor. Ele menciona estudos que mostram a imprevisibilidade das decisões, onde até mesmo especialistas bem-preparados podem falhar em suas escolhas tanto quanto processos aleatórios, como o famoso “método do polvo”. Com isso, ele sublinha a incerteza relativa às decisões humanas, inclusive no campo eleitoral.
Witzler critica fortemente o sistema político partidário, apontando que ele é oligárquico e autoritário, com partidos que controlam rigidamente seus próprios processos internos, sem dar verdadeira autonomia aos diretórios locais. Ele condena a falta de transparência e democracia dentro dos partidos, que monopoliza a escolha dos candidatos e não permite que o eleitorado participe de mim
Uma das propostas do autor para corrigir essa falha sistêmica é a introdução do “direito de desvotar”, ou seja, a possibilidade de retirar o mandato daqueles que não cumprem suas promessas ou que não governam conforme o esperado. Ele também reflete sobre a falta de alternativas reais na hora de votar, onde os eleitores acabam votando “entre o roto e o rasgado”, com poucas opções que inspiram verdadeira
A crítica do autor se estende à manipulação de processos eleitorais por meio de alianças e negociações políticas feitas em reuniões fechadas, longe do controle ou da influência das reuniões. Ele faz uma comparação com a passagem bíblica da Torre de Babel para ilustrar a divisão e fragmentação que enfraquecem a democracia e criam confusão entre os cidadãos e os líderes.
Witzler conclui com um chamado à reflexão e à liberação das mentes do controle imposto pelo sistema político-partidário. Ele propõe que o eleitorado seja consciente ao votar, que o faça apenas se estiver convencido de que seu voto tem valor. Caso contrário, sugere que é preferível abster-se de participar de um processo que, em sua visão, serve mais como um instrumento de manipulação do que como uma verdadeira expressão de democracia.
Versao 2
Quem sabe
Desde o nascimento até a morte, a vida humana é um processo contínuo de decisões. A cada dia, somos confrontados com mais de mil decisões, sejam elas conscientes ou inconscientes, todas com consequências futuras imprevisíveis. O futuro, por sua própria natureza, é incerto. Um estudo interessante acompanhou um grupo de especialistas em investimentos, considerando os melhores do mercado, que tomaram decisões baseadas em lógica e conhecimento. Paralelamente, um polvo — sim, um polvo — foi usado para fazer escolhas escolhidas. O resultado? O polvo foi tão certo quanto aos especialistas, ou, no mínimo, houve um empate técnico. O que isso nos revela? Que a racionalidade nem sempre é a chave para a escolha c
Essa lógica pode ser aplicada ao sistema eleitoral. Em um cenário ideal, os candidatos poderiam ser filtrados por critérios técnicos e comportamentais, levando a uma escolha final quase consultada, visto que todos os selecionados seriam igualmente selecionados. No entanto, o ato final de voto não permite saber realmente em quem se está votando, pois o sistema político vigente impede essa clareza. O controle do processo está nas mãos dos partidos, que, em si, não são democráticos. Internamente, funciona de maneira oligárquica e autoritária, e a autonomia dos diretórios municipais é pr
A palavra “democracia” tornou-se um rótulo grotesco para um processo complexo, que deveria, em essência, ser transparente e livre. Mas quem realmente sabe votar? A resposta é incerta. No dia da eleição, o eleitor é imerso em um rito simbólico, veste a camisa da seleção, conversando com seus vizinhos de fila e, finalmente, entra sozinho na cabine de votação, sob a vigilância dos meses, para exercer sua “escolha”. Na maioria das vezes, o voto não é mais do que uma exclusão de possibilidades, um voto por contradição ou até mesmo por vingança.
O verdadeiro processo democrático começa muito antes, com a preparação e apresentação dos candidatos, algo que o atual sistema partidário dificulta. As lideranças políticas de longo prazo são raras, e os candidatos frequentemente surgem oportunisticamente, perto das eleições. Uma vez no poder, esses eleitos recebem um mandato quase monárquico, satisfeito livremente e sem a obrigação de cumprir promessas. Vivemos ciclos bissextos, onde a vida passa e o futuro, que nos é prometido, parece ser constantemente subvertido por interesses casuísmos.
Portanto, deveríamos eliminar a crítica de que o povo “não sabe votar”. Votamos em figuras simbólicas, muitas vezes como uma forma de protesto contra o sistema. Esse ato, por si só, carrega um significado profundo. As decisões na vida são constantes, e muitas vezes delegamos essas escolhas a outras pessoas. Assim como um filho que, por respeito, segue os conselhos dos pais, o eleitor também delega, conscientemente ou não, suas escolhas a um sistema que muitas vezes não é justo.
A obrigatoriedade do voto no Brasil é uma questão que merece reflexão. As abstenções estão sempre na casa dos 30% ou mais, o que mostra que a obrigatoriedade não garante a participação efetiva. A real liberdade deveria estar na capacidade de delegar essa escolha a quem deve ser mais apto
Precisamos, como sociedade, abolir a prisão mental que nos mantém cativos em processos decisórios manipulados. Os partidos políticos sequestraram esses processos, transformando o campo de batalha eleitoral em salas de reuniões fechadas, onde acordos e compromissos são feitos em troca de favores. O verdadeiro debate não ocorre na cabine de votação.
Voltando à alegoria bíblica da Torre de Babel, encontramos um paralelo interessante. Inicialmente, a humanidade estava unida e, por isso, capaz de alcançar grandes feitos. Mas, ao tentar construir uma obra para a sua própria glória, a confusão foi instaurada e os povos se dispersaram. Da mesma forma, a democracia, que deveria ser um projeto para o bem comum, muitas vezes é corroída
Que podemos, então, respeitar o direito de cada um de tomar suas decisões, sem manipulação. O verdadeiro despertar para a liberdade política só virá quando libertarmos esse sistema que nos oprime. Assim, ao exercer o ato de voto, que seja com plena transparência de sua praticidade. Caso contrário, é melhor abster-se, pois a decisão será apenas um número, servindo de insumo para analise estatística.
“ O brasileiro não sabe votar.”
Desde o nascimento até a morte, a vida humana é um processo contínuo de decisões. A cada dia, somos confrontados com mais de mil decisões, sejam elas conscientes ou inconscientes, todas com consequências futuras imprevisíveis.
O futuro, por sua própria natureza, é incerto.
Um estudo interessante acompanhou um grupo de especialistas em investimentos, considerando os melhores do mercado, que tomaram decisões baseadas em lógica e conhecimento. Paralelamente, um polvo — sim, um polvo — foi usado para fazer escolhas escolhidas. O resultado? O polvo foi tão certo quanto aos especialistas, ou, no mínimo, houve um empate técnico. O que isso nos revela? Que a racionalidade nem sempre é a chave para a escolha certa.
Essa lógica pode ser aplicada ao sistema eleitoral. Em um cenário ideal, os candidatos poderiam ser filtrados por critérios técnicos e comportamentais, levando a uma escolha final quase consultada, visto que todos os selecionados seriam igualmente selecionados. No entanto, o ato final de voto não permite saber realmente em quem se está votando, pois o sistema político vigente impede essa clareza. O controle do processo está nas mãos dos partidos, que, em si, não são democráticos. Internamente, funciona de maneira oligárquica e autoritária, e a autonomia dos diretórios municipais é insignificante, apenas um figurante local .
A palavra “democracia” tornou-se um rótulo grotesco para um processo complexo, que deveria, em essência, ser transparente e livre.
Mas quem realmente sabe votar?
A resposta é incerta. No dia da eleição, o eleitor é imerso em um rito simbólico, veste a camisa da seleção, conversando com seus vizinhos de fila e, finalmente, entra sozinho na cabine de votação, sob a vigilância dos mesários , para exercer sua “escolha”. Na maioria das vezes, o voto não é mais do que uma exclusão de possibilidades, um voto por contradição ou até mesmo por vingança.
O verdadeiro processo democrático começa muito antes, com a preparação e apresentação dos candidatos, algo que o atual sistema partidário dificulta. As lideranças políticas de longo prazo são raras, e os candidatos frequentemente surgem oportunisticamente, perto das eleições. Uma vez no poder, esses eleitos recebem um mandato quase monárquico, e sem a obrigação de cumprir promessas. Vivemos ciclos bissextos, onde a vida passa e o futuro, que nos é prometido, parece ser constantemente subvertido por interesses casuísticos.
Portanto, deveríamos eliminar a crítica de que o povo “não sabe votar”. Votamos em figuras simbólicas, muitas vezes como uma forma de protesto contra o sistema. Esse ato, por si só, carrega um significado profundo.
As decisões na vida são constantes, e muitas vezes delegamos essas escolhas a outras pessoas. Assim como um filho que, por respeito, segue os conselhos dos pais, o eleitor também delega, conscientemente ou não, suas escolhas a um sistema enganoso e manipulador.
A obrigatoriedade do voto no Brasil é uma questão que merece reflexão. As abstenções estão sempre na casa dos 30% ou mais, o que mostra que a obrigatoriedade não garante a participação efetiva. A real liberdade deveria estar na capacidade de delegar essa escolha a quem deve ser mais apto ou deseja faze-la.
Precisamos, como sociedade, abolir a prisão mental que nos mantém cativos em processos decisórios manipulados. Os partidos políticos sequestraram esses processos, transformando o campo de batalha eleitoral em salas de reuniões fechadas, onde acordos e compromissos são feitos em troca de favores. O verdadeiro debate não ocorre na cabine de votação, mas nas negociações ocultas.
Voltando à alegoria bíblica da Torre de Babel, encontramos um paralelo interessante. Inicialmente, a humanidade estava unida e, por isso, capaz de alcançar grandes feitos. Mas, ao tentar construir uma obra para a sua própria glória, a confusão foi instaurada e os povos se dispersaram. Da mesma forma, a democracia, que deveria ser um projeto para o bem comum, muitas vezes é corroída pelo orgulho e pelos projetos pessoais de poder.
O verdadeiro despertar para a liberdade política só virá quando libertarmos esse sistema que nos oprime. Assim, ao exercer o ato de voto, que seja com plena transparência de sua praticidade. Caso contrário, é melhor abster-se, pois a decisão será apenas um número, de uma analise estatística .